EDM perde anualmente 100 milhões de dólares com a vandalização de infraestruturas

O cenário de vandalização de infra-estruturas da Eletricidade de Moçambique (EDM), è dramático, o que resulta em prejuízos anuais que ascendem aos 100 milhões de dólares anuais.

Só no primeiro semestre deste ano a empresa acumulou prejuízos orçados em mais de 17 milhões de meticais de prejuízos, que são resultantes de 128 investidas dos criminosos em todo país.

Os números não param por aqui, na  segunda semana de Agosto corrente, 600kg de cobre foram apreendidos em Moatize, na província de Tete, este material foi roubado na substeção móvel que alimenta a capital provincial, em conexão com o caso duas pessoas encontram-se detidas pela PRM.

O material estava dividido em várias pastas para disfarçar qualquer suspeita da Policia, e esta tem sido a nova tática dos ladrões, que transportam o Cobre em autocarros inter-provinciais cujo destino final é a cidade de Maputo, onde a mercadoria é vendida nas sucatarias e armazéns clandestinos na baixa da cidade, ao preço de 450 Meticais por quilograma.

Os armazéns clandestinos, estes por sua vez, organizam o material de Cobre, roubado um pouco por todo o país em contentores, e depois é exportado para Ásia, pricipalmente na China e India.

Para escaparem, de qualquer fiscalização da EDM, os proprietários desses armazéns na sua maior de nacionalidade asiática, optam por transportar a sua mercadoria geralmente nas madrugadas para o Porto de Maputo, onde chegam a exportar grandes quantidades de Cobre.

Estima-se que Moçambique exporta mensalmente cerca de 300 toneladas de Cobre por via marítima, essa mercadoria  que provém da vandalização de infrastruturas públicas da EDM, com destaque para cabos, transformadores entre outros matérias vincou, Salmata Insa.

A onda de roubos e vandalização de equipamentos vêm retardando muitos projectos desenhados pelo Governo como o ProEnergia (Projecto Energia para Todos), implementado pela EDM, que visa expandir o acesso a energia nas zonas rurais e peri-urbanas, que tem como meta ligar electrificar o país até 2030.

A meta desse projecto dificilmente será alcançada, segundo Salmata Insa,  Chefe do departamento prevenção e combate a vandalização de infra-estruturas da EDM, “é dificil alcançarmos a meta estabelecida devido a vandalização das nossas infra-estruturas.”

Quando pensamos que já estamos a progredir deparamo-nos sempre com vandalizações, há casos de localidades ou distritos onde as equipas quase na fase final da instalação da rede, viram o seu esforço deitado abaixo, os ladrões foram roubar desde cabos, PTs, e até postes.

E estes equipamentos não são produzidos localmente, a empresa tem que importar do exterior, chegando a levar meses para chegar, frisou Insa.

O cenário caótico de vandalização e roubo de infraestruturas, obrigou a EDM, a criar em 2023, o “Forúm Nacional de Prevenção contra a Vandalização de Infrastruturas,” onde em coordenação com outras instituições, particularmente as empresas de telefonia móvel, unem esforços para conter  estas praticas maliciosas.

Segundo Salmata Insa, convidamos outras empresas para juntos estudarmos formas de combate contra este crime, os ladrões não visam só a EDM, as empresas de telefonia móvel também sofrem com esta onda de crime com suas infraestruturas.

A vandalização de infraetruturas públicas da EDM, preocupa a única empresa provedora de energia no país, vários indivíduos detidos em, são posteriormente soltos, o que causa muita estranheza.

Segundo Insa, isto preocupa nos bastante, “garanto-lhe que não tem ninguém encarcerado, a empresa vai acumulando prejuízos incalculáveis e os ladrões andam impunes, como se nada tivesse acontecido, lamenta.”

Alguns olham para este crime como, só da EDM, não isto não prejudica apenas a empresa como tal deve se olhar como um crime público, todos somos afetados de várias formas, cada roubo representa uma grande ameaça a economia nacional.

Por dia estima-se que cinco transformadores de energia do programa “ProEnergia” são vandalizados, para Salmata, “quando os criminosos vandalizam e roubam equipamentos da EDM, é o hospital, a escola, uma indústria, as residências que ficam afetadas, “imagina a hora que isso acontece a calhar com uma cirurgia…! Vidas humanas podem ter sofrido por este tipo de crimes, frisou Insa.”

Ao nível do país, a província de Maputo, é considerada á mais critica, os distritos de Boane, Manhiça, a zona de Infulene no Municipio da Matola, tem sido as mais afetadas, e seguem  Vilankulo, na província de Inhambane, Mocuba na Zambézia, Chimoio, Tete, nesta última foram apreendidas recentemente matérias roubados que tinham como destino Maputo.

Para a Chefe do departamento prevenção e Combate a vandalização de Infra-estruturas da EDM, o país deve adoptar medidas drásticas de modo a conter o roubo e vandalização de infraestruturas eléctricas.

Para conterem a onde de roubo e vandalização de infraestruturas elétricas os países da SADC, criaram a SAPP (Países da Região Produtoras de Energia), todos olham para a vandalização como um crime contra à soberania de estado, infelizmente o nosso país olha para isto como um crime comum.

A África do Sul, avançou muito, para conter o crime as suas infraestruturas elétricas, o Estado delegou quatro empresas credenciadas que são responsáveis em gestão e transformar os antigos materiais para gerar  novos.

A ESCOM, a empresa público de energia na vizinha África do Sul, mesmo detendo grandes quantidades de sucata de Cobre provenientes de equipamentos descontinuados a sua exportação é proibida.

Estranhamente Moçambique mesmo não sendo produtor de cobre, é tido como grande  exportador na região da SADC, e toda mercadoria provém da vandalização e roubo de inrastruturas da EDM, cujo o destino são os países asiáticos e do Médio Oriente, concluiu Salmata Insa.

 

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